Um trabalho francês publicado no periódico “Anesthesia & Analgesia” procura determinar se o uso do índice bi espectral seria um bom parâmetro para controlar os níveis de sedação em pacientes de Terapia Intensiva.
Segundo o artigo de Jean-Paul Roustan e colaboradores, um dos problemas mais freqüentes enfrentados pelo intensivista é ajustar a sedação de seus pacientes a fim de que ela cumpra seus objetivos sem que se incorra em “oversedação”.
O estudo utilizou escalas clínicas (Ramsay e COMFORT), traçados eletroencefalográficos convencionais e parâmetros obtidos pela análise do índice bi espectral para avaliar o nível de sedação em UTI. A idéia principal do estudo foi identificar através de propedêutica armada os extremos da sedação, ambos considerados inadequados: níveis leves demais ou profundos demais.
As principais conclusões do estudo foram que a análise bi espectral tem a mesma precisão da análise do EEG convencional para avaliar a profundidade da sedação e há grande correlação entre si dos dados obtidos dessas duas formas.