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Doença de Alzheimer

Edição: Fábio Luís Ferrari Regatieri

A doença de Alzheimer é uma desordem progressiva que mata lentamente as células cerebrais. Primeiramente descrita pelo médico alemão Alois Alzheimer em 1907, a doença afeta em torno de 4 milhões de americanos hoje (não temos estatísticas brasileiras).

Alois Alzheimer

Estima-se que até o ano 2025, 22 milhões de pessoas em todo o mundo sofram da doença de Alzheimer. Ao menos um em cada 20 adultos acima de 65 anos sofre da doença; outro estudo estima que 47% das pessoas acima de 85 anos têm a doença.

Sintomas

Primeiramente, a pessoa que começa a desenvolver a doença começa a ter pequenas mudanças de personalidade e perda progressiva de memória. Ela parece tornar-se cansada, irritada ou ansiosa mais facilmente. Sua perda de memória difere das alterações de memória normais da senilidade. Lidam mal com qualquer tipo de mudança: podem seguir rotas que lhes são familiares, mas quando estão num lugar novo, frequentemente tornam-se confusos e se perdem. Ficam procurando pelas palavras quando querem se expressar. Progressivamente a perda de memória se agrava e os pacientes com Alzheimer podem perguntar repetidamente a mesma coisa.

Notar a atrofia no cérebro com Doença de Alzheimer (acima) em contraste com o cérebro normal (abaixo).

Com o passar do tempo, começam a se irritar com isso, passam a se esquecer de fatos antigos também, perdem a habilidade para atividades como dirigir. São muito susceptíveis à depressão. A convivência social vai ficando cada vez mais difícil. Em estágios mais avançados, o paciente pode perder a capacidade de cuidar de si mesmo, tornando-se totalmente dependente.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença de Alzheimer é feito por um neurologista ou psiquiatra através de uma cuidadosa anamnese (entrevista) , onde o especialista procura descartar outras causas de demência; muitas vezes são realizados exames complementares para que o diagnóstico de exclusão torne-se claro.

Genética

Cientistas americanos acreditam ter encontrado mais uma pista de que o mal de Alzheimer pode estar ligado ao código genético das pessoas.

Os pesquisadores descobriram uma pequena alteração no código genético que, associada a um gene previamente identificado, aumenta em até 16 vezes as chances das pessoas desenvolverem a doença.

A descoberta pode levar os cientistas a desenvolver novos medicamentos para combater o mal de Alzheimer.

A pesquisa foi realizada na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Os pesquisadores acompanharam por dez anos os parentes de 189 pessoas que sofriam da doença.Dezoito desses parentes começaram a desenvolver a doença no final deste período.

Os cientistas descobriram que uma pequena área do chamado cromossomo 10 do DNA humano, quando combinado com um gene identificado como APOE E4, é responsável pelo aumento no risco das pessoas desenvolverem o mal de Alzheimer.

Vida social e escolaridade

A participação em atividades recreativas, tais como visitas a amigos e parentes, pode levar a uma redução de 38% na possibilidade dos idosos desenvolverem a doença, segundo pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova York.

O ex-presidente dos EUA Ronald Reagan assumiu publicamente a doença...

...em carta que chocou o mundo.

Atividades como ler um livro ou revista, assistir a um filme ou dar uma boa caminhada também poderiam ser positivas, dizem os pesquisadores.Há sugestões de que esses hábitos podem estimular o cérebro.

O estudo confirma outras pesquisas realizadas anteriormente e que sugeriam que atividades física e mental podem ajudar a prevenir o mal de Alzheimer.

Já haviam sido encontrados indícios de que pessoas que tiveram nível mais alto de escolaridade ou empregos que exigem mais o uso do raciocínio correm menor risco de desenvolver a doença.

A novidade do estudo divulgado agora é a sugestão de que a atividade contínua pode beneficiar as pessoas, independentemente de seu background ou status social.

A equipe de Columbia monitorou 1.772 pessoas com mais de 65 anos de idade. Nenhuma delas apresentava sinais de mal de Alzheimer.

Os pesquisados vinham de vários grupos étnicos, nível de instrução e profissões.

Vacina

Os testes iniciais mostraram que a vacina contra o mal de Alzheimer,é segura e pode ser aplicada em seres humanos, o que levou os cientistas a planejarem os primeiros testes em larga escala.

Os cientistas esperam que a vacina produza em seres humanos os mesmos resultados verificados em ratos. Quando aplicado nos animais mais jovens, o medicamento provou que é eficaz na proteção contra o desenvolvimento da doença.

Mesmo nos animais que já tinham desenvolvido o mal de Alzheimer, a vacina conseguiu interromper e em alguns casos até reverter a evolução da doença.

Os testes inciais, realizados com um grupo de 100 pacientes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, comprovaram que a vacina é segura e bem tolerada por seres humanos. Os cientistas dizem que os resultados verificados são bem semelhantes aos obtidos com os ratos em laboratório. A segunda fase de testes vai verificar se a vacina pode ajudar pacientes em um estágio moderado de desenvolvimento da doença.

Ao anunciar o sucesso dos primeiros testes, o doutor Dale Schenk, vice-presidente de pesquisa e descobertas da Elan Pharmaceuticals disse: "Ao longo das pesquisas tivemos oportunidade de conhecer o processo de funcionamento da vacina, como o medicamento elimina as placas amilóides do cérebro e impede a formação de novas placas."

Placas amilóides no cérebro de um paciente com Alzheimer.

As placas amilóides são depósitos de proteínas que bloqueiam e matam nervos existentes no cérebro. As placas são uma característica única da doença de Alzheimer, entretanto os cientistas ainda não sabem se elas são a causa ou apenas uma conseqüência da doença.

A vacina é uma forma sintética da proteína amilóide beta que é formada naturalmente e é o componente principal das placas que destroem o cérebro.

Os cientistas descobriram que ao ser injetado nos ratos, o medicamento provocava uma reação do sistema imunológico dos animais que atacava e eliminava as placas. Os anticorpos criados aderiam às placas e permitiam que outros elementos do sistema de defesa dos animais - células microgliais - os devorassem juntos com elas.

 
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