Edição: Manuel Sanchez Mosquera
Nada melhor do que estudar no conforto da sua casa, à vontade, comendo pipoca e sem ter que se preocupar com horário, onde estacionar o carro e, principalmente, se não vão roubá-lo. Para definir melhor o e-learning, podemos dizer que trata-se de adquirir conhecimento quando e onde quiser e puder.
Há quem diga que nada substitui um curso presencial e que um curso via internet é muito frio, pois não existe a presença humana, não se ouvem vozes, não se vêem professores pitorescos fazendo seu talk show... Tudo isso deve ser considerado, mas acredito que é apenas uma questão de adaptação. Para cursos rápidos, esses fatores são totalmente dispensáveis, já para cursos mais extensos, como: especialização, pós-graduação, mestrado e outros, a abordagem é diferente, mas não muito distante. Basta você usar um pouco de sua flexibilidade e em pouco tempo estará adorando, aind mais pelo fato dos cursos, geralmente, serem bem interativos. Outra coisa que devemos destacar é o fato de podermos interagir com "colegas de classe" de diferentes lugares e culturas.
É importante valorizar essa comodidade e a economia de tempo e dinheiro. Sim, pois só o fato de você poder "ir até uma instituição de ensino" sem se deslocar da cadeira é uma maravilha, e ainda mais escolher quando ir à aula, nos dias e horários que melhor lhe convier, nem se fala! Aquela velha história de que tempo é dinheiro nunca foi tão bem utilizada como no processo de e-learning.
E o mercado, como anda?
O mercado de ensino à distância vem crescendo a passos largos. Pesquisa feita em 2001 pelo International Data Corporation, especializado em estudos na área de tecnologia, revelou que o segmento apresenta desenvolvimento médio de 100% ao ano no País. Quando começou a ser implementado, em 2000, o e-learning movimentou US$ 5,5 milhões; no ano passado, chegou a US$ 20 milhões e, agora, deve fechar 2002 em US$ 42 milhões. No entanto, o ramo de educação a distância requer alto investimento e profissionais qualificados tanto em pedagogia quanto em tecnologia. O e-learning é uma solução prática e econômica para se adquirir conhecimentos e treinar pessoas. De acordo com uma pesquisa realizada com 600 das maiores companhias americanas, 60% delas estão agora oferecendo algum treinamento digital, contra 49,9% há cerca de um ano.
Os investimentos em treinamento nas empresas têm atingido patamares astronômicos e o e-learning vem para ajudar na contenção de custos, sem diminuir a qualidade de ensino. Para se ter uma idéia, conversei com uma colega, Victoria Withers, diretora da IBM em Vancouver, no Canadá, que me disse que sua empresa, só no ano 2001, investiu em todo o mundo mais de 500 milhões de dólares para treinar seus funcionários. Uma quantia fabulosa, que tende a diminuir com a implantação cada vez maior dessa nova tecnologia de aprendizado. E olha que a IBM tem um programa de e-learning muito avançado, pois os funcinários, anualmente, têm de completar uma média de 12 módulos de e-learning. Além disso, dispõem de uma base de dados mundial de fácil consulta on-line, podendo até fazer um pequeno treinamento "just-in-time" enquanto conversam com algum cliente, por exemplo.
No Estado de São Paulo, a tecnologia de e-learning está sendo utilizada para adequar parte do quadro de profissionais às novas exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Até o ano de 2006 todos os professores da rede pública deverão ter formação superior. Isso significa cerca de 7.000 profissionais que precisarão ser capacitados.
É hora de rever nossos conceitos sobre os cursos na WEB. Se você é do tipo "São Tomé", aí vai uma dica... Quem sonha estudar no Massachusettts Institute of Technology não precisa mais ir até os Estados Unidos: o instituto lançou uma área de cursos online em seu site na web. E o melhor, os cursos são gratuitos! Para conferir Clique Aqui, e boa aula!
Nelson Botter Junior é formado em publicidade, com especialização em marketing de serviços pela FGV e international business pela ILSC - Canadá. Atua como consultor de marketing e criatividade da Botter & Associados, além de diretor de operações do Brasilmedicina. É membro da EACI - European Association for Creativity and Innovation.
Fonte : www.brasilmedicina.com.br