Dica Técnica
Edição: Fábio Luís Ferrari Regatieri
A hepatite C é uma das doenças ocupacionais que mais afligem o anestesiologista, devido à sua alta prevalência (em torno de 1 a 2 % ) na população mundial , sua evolução insidiosa e suas graves conseqüências. A hepatite C crônica pode causar cirrose, insuficiência hepática e câncer hepático , ocorrendo em 20 a 30 % dos pacientes infectados.
A insuficiência hepática resultante da hepatite C crônica é uma das razões mais comuns para transplantes hepáticos nos EUA.
A hepatite C pode ser a causa mais comum de câncer hepático primário no mundo desenvolvido. Na Itália, Espanha e Japão, pelo menos metade dos cânceres hepáticos parecem estar relacionados ao HCV.
O consumo de álcool parece acelerar o curso da doença e piorar seu prognóstico.
O virus sofre constantes mutações , o que vem inviabilizando o desenvolvimento de uma vacina eficaz.
O laboratório americano Schering-Plough anunciou recentemente que o FDA (Food and Drug Administration ) , órgão que controla a comercialização de medicamentos nos EUA , aprovou a venda da droga ribavirina em apresentação isolada, como o nome de Rebetol.
Comercializada inicialmente somente junto com um interferon alfa-2b recombinante , a associação conhecida pelo nome de Rebetron, essa droga agora vai poder ser comercializada isoladamente , tornando viável sua combinação com outras medicações para o tratamento da hepatite C.
Muito embora novas associações não estejam ainda aprovadas pelo FDA, especialistas apostam no uso da ribavirina com outro tipo de interferon, o peginterferon alfa-2b, que incorpora a tecnologia da “pegilação”. Essa tecnologia , que nada mais é do que a adição de poletileno glicol (PEG) à molécula de interferon, aumenta a meia vida deste último, permitindo que seja administrado apenas uma vez por semana.
Outra droga, a amantadina, vem apresentando resultados promissores em associação com ribavirina e alfa-interferons.