P-Eu irei falar coisas que de eu não falaria normalmente ?
R-Não, isso nunca acontece.
P-Eu irei sonhar ?
R-Não, o estado anestésico é mais profundo do que o tipo de sono onde ocorrem os sonhos.
P-Eu sentirei dôr após a cirurgia ?
R-Qualquer cirurgia pode causar dôr, mas o seu anestesiologista irá promover o alivio da dôr experada para esse determinado ipo de procedimento. Caso seja insuficiênte é só solicitar aue uma maior analgesia será providenciada pelo seu anestesiologista.
P-Eu sentirei enjôo e terei võmitos ?
R-A maioria das medicações anestésicas utilizadas atualmente tem um baixo potencial de causar nauseas e vômitos. Contudo os opiaceos, que são utilizados para o contrôle da dor, podem causar estes efeitos. Atualmente dispomos de medicações modernas e efetivas na prevenção e na redução destes efeitos indesejáveis. Caso você seja uma pessoa susceptivel a estes eventos, informe previamente o seu anestesiologista que irá fazer uma terapia profilática específica pra reduzir o seu desconforto.
P-Quando eu voltarei as minhas atividades normais ?
R-Este é um ponto que depende muito mais do tipo da cirurgia a que você foi submetido do que a anestesia. O seu cirurgião saberá informa-lo quando irá retornar as suas atividades.
P-Os remédios que eu utilizo interferem com a anestesia ?
R-Qualquer medicação ou droga que você esteja utilizando deve ser de conhecimento do seu anestesiologista antes da realização do procedimento, assim ele poderá orienta~lo com precisão. Normalmente apenas alguns os antidepressivos devem ser suspensos 15 dias antes da cirurgia.
P-Eu posso escolher o meu anestesiologista ?
R-Na maioria dos hospitais isto é possível. Converse com antecedência com o seu cirugião a esse respeito.
P-Anestesiologista - O que é e o que ele faz ?
R-E um médico que cursou seis anos da faculdade de medicina e especializou-se em anestesiologia, por dois ou tres anos. Nessa étapa de treinamento o anestesiologista tem a oprtunidade de participar de uma imensa variedade de procedimentos anestésico-cirúrgicos em todas as especialidades médicas e em pacientes com as mais variadas formas de patologias e condições físicas. Condições estas que lhe conferem experi~encia e prática para administrar anestesia segura em todos os tipos de pacientes. Ele é o responsável pelo seu bem estar nos procedimentos cirurgicos ou ambulatoriais, que necessitem de administração da anestesia. Ele é um membro vital da equipe cirúrgica.
P-Quais são os riscos de uma anestesia ?
R-Efeitos adversos e complicações sérias são muito raros, mas a possibilidade existe. O grau de risco vai variar de acordo com o seu estado de saúde e da seriedade da patologia que o levou a realizar o procedimento cirúrgico em questão. A probabilidade de um individuo sem patologia morrer em resultado de problemas decorrentes da anestesia é de aproximadamente 1 em 200.000 a 1 em 400.000. este provavelmente pode ser comparado ao risco de viajar de avião em uma companhia aérea e muito mais seguro do que viajar de automovel. É obvio que há algumas complicações infrequentes, menos sérias, como dor de garganta após a intubação oro-traqueal, que em geral duram apenas um dia , cefaléias ou dano dentário são ,mais raros porém podem ocorrer, mas são facilmente tratáveis e tem boa resolução.
P-Eu vou precisar de transfusão sanguinea ?
R-Isto depende de diversos fatores, sendo o mais importante, o tipo de cirurgia a que você vai ser submetido e as das condições hematologicas em que você se encontra antes da cirurgia. A tarnsfusão sanguinea nunca é realizada, a não ser que seja extritamente necessária. Quando você sangra durante ou após uma cirurgia, o sangue perdido é reposto inicialmente com soluções que não contem sangue (cristalóides ou colóides). isto ajuda a manter a quantidade necessária de fluído circulante nos vasos sanguineos e a manter uma pressão arterial normal. contudo estas soluções diluem o seu sangue. Se o sangramento continuar, o número de de glóbulos vermelhos, vai tornar-se insuficiente para transportar o oxigênio pelo seu corpo. Neste momento vocêe vai necessitar da transfusão sanguinea com glóbulos vermelhos ou voc~e podera morrer. Outra razão para a transfusão ocorre quando ocorre um sangramento contínuo e o sangue se torna tão diluido que não há fatores de coagulação e palquetas suficientes. Como resultado o sangue não coagula e se estes fatores especiais da coagulação ou plaquetas não forem transfundidos o sangramento continuaria indefinidamente. Atualmente há uma série de recursos tecnológicos em que é possível reutilizar o sangue perdido na sua cirurgia ("cell saver") ou ainda pode ser feita uma doação prévia nas semans anteriores ao procedimento para a realização de uma auto-transfusão. Atualmente existem muitos estudos de um substituto do sangue humano, porém apenas em alguns países já e aprovado para utilização em humanos.